A toda hora uma novidade relacionada aos suportes de leitura para os e-books . C.E.S. 2010: Explosion of E-Book Readers .
Esta semana, Ray Kurzweil mostrou o seu Blio (Singularity Proponent Ray Kurzweil Reinvents the Book). Segundo ele, um avanço em relação aos demais e-readers. Talvez, mas ainda é muito pouco.
Eu não me animo muito com a forma como estão explorando os e-readers/e-books. De certa forma, vejo os e-readers atuais como um retrocesso no que diz respeito à “liberdade do conhecimento”. É um movimento totalmente contrário ao que estamos discutindo sobre abertura. É mais ou menos como se precisássemos de óculos especiais para ler um livro físico. Além disso, como disse o Ray Kurzweil, considerando o atual estado da arte das tecnologias digitais, são tecnologicamente primitivos.
Em breve, o Google lançará um e-reader com código aberto e vai seu outro oba oba na mídia, o que não significa muita coisa em termos de liberdade, pois vejo que esse discurso de abertura do Google vai nos deixar mais presos do que nos deixou a Microsoft. Para onde estamos indo com esse deslubramento com relação a esses gadgets? Muitas vezes, parecemos índios encantados com as quinquilharia dos europeus colonizadores do Séc. XVI. A propósito, a metáfora da navegação -predatória de culturas- parece que cai muito bem em tempos de internet.
É banal falar isso, mas é nesse contexto, sinistro a meu ver, que o software livre (e hardware) e os Recursos Educacionais Abertos (REA) ganham uma importância crucial para o exercício da cidadania neste início de século.








