“The Mobile Learning Institute’s film series ‘A 21st Century Education’ profiles individuals who embrace and defend fresh approaches to learning and who confront the urgent social challenges that are part of a 21st century experience. “A 21st Century Education” compiles, in short film format, the best ideas around school reform. The series is meant to start, extend, or nudge the conversation about how to make change in education happen.”
“The mLearnopedia content community collects and organizes the best information from around the web that will help you learn and stay current on mobile learning.”
“A school in Middlesbrough has become one of the first in the country to hold lessons in the virtual, online world of Second Life.
Teachers at Acklam Grange set questions for pupils who then have to find the answers on websites hidden in a Second Life version of their school.” From BBC
Este caso da escola inglesa é um ótimo exemplo de integração dos mundos virtuais na sala de aula. Digo isso não pela simples adoção da tecnologia pela tecnologia, mas principalmente pela adequação da metodologia com o novo perfil cognitivo das crianças, adolescentes e adultos emergentes na Cultura Digital. Uma estratégia pedagógica que coloca em relevo a aprendizagem por exploração pode, no meu entendimento, representar uma das faces visíveis da ruptura com tradições de aprendizagem reprodutivas para outras baseadas na restruturação do conhecimento.
Agrada-me muito o exemplo da escola inglesa por ser mais coerente com o padrão cognitivo dos Nativos Digitais, já que esses, pelo menos é o que os recentes estudos indicam, sofreram alterações em nível cerebral devido à interação com um ambiente saturado de tecnologias digitais, graças a uma propriedade do cérebro chamada neuroplasticidade. Aprender por exploração é uma das principais características dos Nativos Digitais.
O pressuposto de que um ambiente tecnológico, com seus signos e padrão de comunicação próprios, pode provocar alterações cognitivas e perceptíveis encontra respaldo além da neurobiologia e da neuropsicologia, uma vez que é possível encontrar fundamentação em trabalhos de autores dedicados ao estudo da Comunicação e Mídia. A profa. Lucia Santaella, por exemplo, faz um comentário em seu livro Culturas e Artes do Pós-humano que nos ajuda a perceber a influência das tecnologias e mídias sobre o homem.
“(…) os meios de comunicação, desde o aparelho fonador até as redes digitais atuais, embora não passem de meros canais para a transmissão de informação, os tipo de signos que por eles circulam, o tipos de mensagem que engendram e os tipo de comunicação que possibilitam são capazes não só de moldar o pensamento e a sensibilidade dos seres humanos, mas também de propiciar o surgimento de novos ambientes socioculturais.”
O tenho comentado com colegas de curso e trabalho sobre a necessidade urgente da criação de novos ambientes de aprendizagem tanto na escola como nas corporações. É inadimíssivel que continuemos mimetizando ambientes de aprendizagem da era dos átomos em plena Cultura Digital.
Pesquisadores do MIT , mais precisamente do”the lab’s Fluid Interfaces group“, desenvolveram um dispositivo móvel chamado “Sixth Sense” que torna qualquer superfície em uma verdadeira tela de computador sensível ao toque: uma folha de jornal, uma mão, roupas etc., não importa, tudo pode se transformar em uma tela de computador touch screen. Mas não é somente isso, com esse recurso é possível trazer o virtual para o real, misturando ambos os mundos ( Realidade Aumentada), uma tendência já apontada nos principais relatórios que analisam tecnologias emergentes e que deve se tornar cada vez mais presente no dia-a-dia.
O Sixth Sense é composto por uma web cam e um projetor alimentado por bateria, todos conectados à internet por meio de um smart phone. Isto é o suficiente para fazer o gênio sair da lâmpada. Se antes a correnteza de bits estava limitada às conexões no ciberespaço, agora é como se os axônios do mundo virtual invadissem o mundo real, criando novas conexões sinápticas entre atómos e bits, isso abre possibilidades infinitas para todos os campos da vida humana.
Para Pattie Maes, pesquisador integrante do “the lab’s Fluid Interfaces group” , no mundo tátil, usamos cinco sentidos para capturar informações do meio ambiente e para responder a ele. No entanto, muitas das informações que nos ajudam a entender e a responder ao mundo não vêm desses sentidos, em vez disso, elas são provenientes dos computadores e da internet, ou seja, um tipo de sexto sentindo. Essa afirmação do Pattie Maes parece-me coerente, principalmente se pensarmos em termos de uma inteligência coletiva no ciberespaço. Prentendo desdobrar esse raciocínio em um post sobre isso no blog do grupo de estudo que participo sobre inteligência coletiva aplicada à Educação. Aliás, no que diz respeito à educação, as possibilidades que se descortinam são inumeráveis. Tecnologias dessa natureza têm potencial para criar ambientes virtuais de aprendizagem com um grau de imersão nunca antes experimentado, o que sem dúvida irá enriquecer o processo de construção do conhecimento, já que literalmente estamos explorando todos os sentidos dos aprendizes.
Nos vídeos abaixo vocês irão ver algumas cenas dignas do filme Minitory Report. O Sixth Sense pode capturar informações de um jornal, recuperar notícias relacionadas ao tema da matéria e projetá-las sobre as páginas do periódico. Pode também, entre outras infinitas possibilidades, trazer da internet informações sobre um tópico de livro ou projetar tags sobre o corpo de alguém com informações relativas ao seu perfil. De uma coisa vocês podem ter certeza, isto é uma pequena demonstração dos benefícios das possibilidades provenientes dessa mistura de tecnologias, e de mundos.
“MIT Students Turn Internet Into a Sixth Human Sense
LONG BEACH, California — Students at the MIT Media Lab have developed a wearable computing system that turns any surface into an interactive display screen. The wearer can summon virtual gadgets and internet data at will, then dispel them like smoke when they’re done.
Pattie Maes of the lab’s Fluid Interfaces group said the research is aimed at creating a new digital “sixth sense” for humans.
In the tactile world, we use our five senses to take in information about our environment and respond to it, Maes explained. But a lot of the information that helps us understand and respond to the world doesn’t come from these senses. Instead, it comes from computers and the internet. Maes’ goal is to harness computers to feed us information in an organic fashion, like our existing senses.
The prototype was built from an ordinary webcam and a battery-powered 3M projector, with an attached mirror — all connected to an internet-enabled mobile phone. The setup, which costs less than $350, allows the user to project information from the phone onto any surface — walls, the body of another person or even your hand.
Maes showed a video of her student Pranav Mistry who she describes as the brains behind the project. Mistry wore the device on a lanyard around his neck, and colored Magic Marker caps on four fingers (red, blue, green and yellow) helped the camera distinguish the four fingers and recognize his hand gestures with software that Mistry created.
The gestures can be as simple as using his fingers and thumbs to create a picture frame that tells the camera to snap a photo, which is saved to his mobile phone. When he gets back to an office, he projects the images onto a wall and begins to size them.”
“This special issue of the International Journal of Interactive Mobile Technologies (iJIM) is focused on the theme of Adaptive Approaches to Mobile Learning. The significant growth of wireless technology in recent years, increasing availability of high bandwidth network infrastructures, advances in mobile technologies and the popularity of handheld devices have opened up new accessibility opportunities for education. The true potential of elearning as “anytime, anywhere” has finally begun to be realized in the form of m-learning, not only for those with disabilities or those living in remote communities, but also for those who have been attending traditional academia but could benefit from improved collaboration possibilities, situated learning opportunities and contextual learning.”