Cibridismo e aprendizagem: a amergência do Ci-Learning
Faz um bom tempo que venho pensando em como articular as expressões “cíbrido”, “cibridismo” e aprendizagem. Hoje, enquanto o artigo não sai, resolvi fazer um rascunho sobre como penso a questão.
Segundo a Profa. Santaella, o termo cibrído, junção de ciber+híbrido, foi inventado por Peter Anders para explicar o potencial que as novas tecnologias têm para ampliar nossa capacidade de habitar dois mundos simultaneamente. Cibridismo, como explica a Giselle Beiguelman no vídeo abaixo, diz respeito à experiência de estar entre redes on e off line.
Interessam-me as formas emergentes de indução da aprendizagem que vão sugir dessa interação entre redes, as quais vou agrupá-las aqui no termo Ci-learning (aprendizagem cíbrida). Prefiro propor um novo termo uma vez que essas novas formas não podem ser confundidas unicamente com e-learning, m-learning, blended learning ou mesmo com o modelo tradicional baseado na sala de aula presencial.
Nesse primeiro estágio de reflexão, posso delimitar, mesmo que de forma incipiente, a seguinte de definição de Ci-learning:
Aprendizagem que se dá em ambiente de aprendizagem cíbrido, ou seja, em espaço que permite explorar simultaneamente as potencialidades pedagógicas das redes on-line e off line, resultando em uma nova experiência de aprendizagem.
Um exemplo de Ci-learning é o Mini MBA em Marketing Digital (Rutgers University), no qual mistura-se a sala de aula presencial e o ambiente virtual com o uso do Ipad.

“Rather than offering the program online, the Rutgers Center for Management Development (CMD) is seeking to merge the benefits of in-person classroom learning with the power and flexibility of digital technology.”
Referência
SANTAELLA, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007.
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