Em minha ciber-flânerie matutina tive o prazer de encontrar um dossiê sobre Marshall McLuhan no blog Tecnoarte. Em poucos cliques, cheguei ao documentário abaixo, um verdadeiro presente para os admiradores do sociólogo profeta da aldeia global. O vídeo tem cerca de uma hora e meia de duração e legendas em português.
Agrada-me muito a ideia de uma curadoria de informação conforme anunciada pela Profa. Giselle Beiguelman, uma vez que vai manter íntima relação com a dinâmica da inteligência coletiva no ciberespaço, com o conceito de Ambiente Pessoal de Aprendizagem e, ainda, com a gestão pessoal e coletiva do conhecimento.
Giselle fala de 3 tipos de curadoria: o curador como filtrador, o curador como agenciador e a plataforma como dispositivo curatorial.
Um aspecto que deve ser notado nesse processo curatorial é a importância do fator humano na filtragem e no agenciamento da informação no ciberespaço. Ideia também reforçada pelo Howard Rheingold ao se referir ao potencial de filtro cognitivo das comunidades virtuais, conforme lembrou o prof. Rogério Costa (PUC-SP) no vídeo “O que é inteligência coletiva?“.
Vejo essas três curadorias de forma articulada, roçando aquilo que Pierre Lévy chama de gestão pessoal e coletiva do conhecimento, que seria, segundo ele, a competência fundamental para uma “collective intelligence literacy“.
A bem da verdade, a noção de uma curadoria de informação não é nova, Peter Burke, autor de Uma História Social do Conhecimento, nos lembra que com o surgimento da prensa tipográfica houve uma explosão de conhecimento no início da Europa Moderna, oportunizando aos letrados desempenhar, também, o papel de organizadores de conhecimento. O que a cibercultura vai fazer é potencializar a produção de informação e tirar das mãos dos letrados a exclusividade do processo curatorial.
Essa curadoria de informação é entendida por mim como sendo uma curadoria da inteligência coletiva, pois vejo que a informação no ciberespaço ganha status de inteligência coletiva potencial (ICP), um conceito que inventei para dar contar de explicar o fluxo da inteligência coletiva no espaço virtual.
Nessa edição estão compilados os trabalhos apresentados no encontro presencial que aconteceu em novembro do ano passado, na Universidade Mackenzie. Estive com as Professoras Doutoras sonia Allegreti e Claúdia Hardagh na apresentação do trabalho “Inteligência coletiva em ambientes virtuais de aprendizagem“.
“A revista eletrônica Contemporaneidade, Educação e Tecnologia [CET], nasce da iniciativa da Rede Internacional de Grupos de Investigação em Educação e Tecnologia [REGIET] em tornar a público a produção de conhecimento decorrente das pesquisas realizadas pelos grupos que a compõe, bem como ensaios sobre os eixos temáticos definidos pelos pesquisadores da rede.”
When Duke University gave free iPods to the freshman class in 2003, critics called it a waste of money. Yet when students found academic uses for the brand new music devices in virtually every discipline, the iPod experiment proved to be a classic example of the power of disruption – a way of refocusing attention to illuminate unseen possibilities. Vice Provost for Interdisciplinary Studies at the time of the iPod experiment, Cathy N. Davidson sees this kind of innovation as the heart of a new way of collaborative, interactive learning ideal for students facing a changing, global future. Using cutting-edge research on the brain and learning, she shows how the phenomenon of “attention blindness” shapes our lives, and how it has led to one of the greatest problems of our historical moment: Although we email, blog, tweet, and text as if by instinct, too many of us toil in schools and workplaces designed for the last century, not the one in which we live. We can change that. This talk helps us to think in historical, theoretical, and practical ways about how, as individuals and institutions, we can learn new ways to thrive in the interactive, digital, global world we already inhabit. Cathy N. Davidsonserved as Vice Provost for Interdisciplinary Studies at Duke University from 1998 until 2006, where she helped create the Program in Information Science + Information Studies, the Center for Cognitive Neuroscience, the John Hope Franklin Humanities Institute, and many other programs. RSVP Required. more information on our website>